Recebi com curiosidade o livro de Maria Helena e me pus a lê-lo no intervalo de minhas consultas. Tenho que admitir que estava curioso, visto que estou acostumado a ler relatos de pacientes, mas sempre trazidos por algum colega médico, fato que dá aos relatos um outro verniz.
A espiritualidade de Maria Helena compõe uma força gigantesca que lhe permite enfrentar seu destino.
O que me estarreceu, entretanto, são os aspectos relacionados ao atendimento médico. Como assim, duas horas de espera? Como assim, não havia cadeiras suficientes na sala de espera? Então, o paciente que já sofre com o peso da doença, tem que sofrer com a desorganização do sistema? Sabemos que não é exclusividade desta ou daquela instituição, mas reorganizar o sistema custa muito pouco e transforma essa realidade em algo mais humano.
Espero que as autoridades competentes tenham acesso a este relato.
Dr. Hugo E. Schunemann
Oncologista Clínico
CRM 15663
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